Terça-feira, Julho 20, 2010

Leite

Nunca mais tomei leite e as unhas andam quebrando. Nem mais fui tocada e o corpo anda seco. Permissão é algo que não existe quando a barreira que é ignorada. Sinto falta daquele olho azul, aquele me chamava por duas letras do meu nome - sem me pedir antes, ou sem perguntar se eu e do que gosto - . Pessoas que falam desatinadamente, sem medidas claras e pontuações são as mais agradáveis. Fico assustada com aqueles que tem trejeitos de professor: “e você faz assim, coloca ali e resulta fim”. Imagine ir para cama com alguém assim? Sem dó. Sem respeito. Sem.. Penso que os acontecimentos da vida são batidas de carro: podemos sair ilesos, com machucados, ou não viver mais. Qualquer um dos três promove experiências. Será que aprendemos mais de acordo com a intensidade de cada uma? Já escutei sua voz. Era uma terça-feira, que nem hoje. Você se esforçou para não se mostrar impressionado e eu me esforcei para esconder a minha vergonha. a minha vontade de falar o quanto queria te ver, beijar teus olhos e passar os dedos na tua sobrancelha. Se pudesse definir algumas pessoas? Hum. Caixinhas de música: quando abro, esqueço o mundo. Quando falo contigo as bailarinas dançam, me vejo no espelho e acho bonito. O tecido vermelho me leva para o desconhecido.

Terça-feira, Julho 06, 2010

Fogueira

pois é.

Quinta-feira, Abril 15, 2010

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

apareceu

cheguei e esperei por você
nada, nem ninguém apareceu.
Em uma volta te vi.
Sua barba de leão, seus olhos fundos e tristonhos,
quase que como pele partida, me emocionaram.
Lembrei da época que chupava eles,
como isso me comovia. Comover e emocionar são coisas
diferentes. Comover é mais fundo, é como cavar um buraco.
Emocionar é algo como uma soma.
Notei tudo.

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Somonce

e tudo mais que parece ser concha e é quentinho em nós.
relembrei ao ler esse email.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Fica

No chão flores pareciam algodão. O tempo seco, a umidade no pé me impediam de respirar e lembrar de tudo. Fiquei lá, tipo aquelas moças que se arrumam e esperam ser chamadas para dançar, e eu sabia que você me chamaria. Também sabia que quando chutasse o seu pé, você me diria: chega, não quero mais, pois a sua dança é muito complicada. Por mais gostoso que o pão seja, quando a casca machuca a boca, o tesão de mastiga-lo acaba. Espinhos são de olhar, e só. Seus olhos de siri se enchem, sua mão e sua boca também e você me dá um tapa no rosto. Fico fraca, choro e não consigo pensar muito, só em como não quero que você vá embora.

Terça-feira, Agosto 25, 2009

Você

Mas que droga. Eu fico aqui nesse entrave de ir ou não vir, de pensar e esquecer e lembrar de algumas palavras suas. Você brinca, e as vezes bate até doer. Brincando claro, mas quem disse que brincadeira não dói? A sua mãe te disse que quem anda no parapeito pode cair, mas ela esqueceu de te dizer que tem pessoas que andam no parapeito para se espatifar, Ou só para ver no que dá mesmo .

Você vive inventando mulheres, me falando de todas as dobras delas. O que você não sabe é que as delas amassam, enquanto as minhas amaciam. Talvez você fique com medo das minhas considerações que platinam de forma a a-gulha. Falemos da agulha. O que me gosta na costura é enfiar e juntar, é diferente do sexo que se enfia e tira. Gente que faz isso não sabe nada. Tem que juntar, engatar mesmo, pois assim a costura não fica tosca e o prazer é maior.

Vieram com um papo espalmado danado para mim hoje, uma história de vender pensamentos, um negócio sombrio de olhos como comida. Pensei bastante na caixa de fotografias que você deixou lá em casa, aqueles olhos de quem são?

Bonitos eles, espalham um sentir estranho, despertam vontades de..sabor.

Bom, me chamaram, preciso ir.