Terça-feira, Julho 20, 2010

Leite

Nunca mais tomei leite e as unhas andam quebrando. Nem mais fui tocada e o corpo anda seco. Permissão é algo que não existe quando a barreira que é ignorada. Sinto falta daquele olho azul, aquele me chamava por duas letras do meu nome - sem me pedir antes, ou sem perguntar se eu e do que gosto - . Pessoas que falam desatinadamente, sem medidas claras e pontuações são as mais agradáveis. Fico assustada com aqueles que tem trejeitos de professor: “e você faz assim, coloca ali e resulta fim”. Imagine ir para cama com alguém assim? Sem dó. Sem respeito. Sem.. Penso que os acontecimentos da vida são batidas de carro: podemos sair ilesos, com machucados, ou não viver mais. Qualquer um dos três promove experiências. Será que aprendemos mais de acordo com a intensidade de cada uma? Já escutei sua voz. Era uma terça-feira, que nem hoje. Você se esforçou para não se mostrar impressionado e eu me esforcei para esconder a minha vergonha. a minha vontade de falar o quanto queria te ver, beijar teus olhos e passar os dedos na tua sobrancelha. Se pudesse definir algumas pessoas? Hum. Caixinhas de música: quando abro, esqueço o mundo. Quando falo contigo as bailarinas dançam, me vejo no espelho e acho bonito. O tecido vermelho me leva para o desconhecido.

Terça-feira, Julho 06, 2010

Fogueira

pois é.